• Por IPC

Deformidades da coluna


Dr. Nicholai Pourchet explica quais são as mais comuns e como elas afetam a região

Hipercifose, Hiperlordose e escoliose. Elas são as deformidades mais comuns da coluna vertebral e podem ocorrer de forma congênita ou adquirida. As duas primeiras surgem das curvas normais da região, chamadas de lordose e cifose, diferentemente da escoliose, que é patológica.

“As cifoses, torácica e sacral são curvas primárias da coluna vertebral, isto é, já possuímos desde o nascimento. As curvas lordóticas, cervical e lombar, aparecem ao tomarmos a postura de bípede e são curvas compensatórias. Já a escoliose, é definida como um desvio angular de mais de 10 graus no plano frontal”, explica o ortopedista do IPC, Dr. Nicholai Pourchet.

Segundo ele, os desvios na região da coluna vertebral apresentam-se de forma congênita, devido a defeitos de formação (vértebras anômalas); ou segmentação, vértebras que permaneceram total ou parcialmente unidas.

“As outras deformidades possuem um espectro muito grande de fatores, como idiopáticas, da qual não se sabe o motivo e atribui-se à genética; posturais; neuromusculares; desenvolvimentais; associadas a diversas doenças – infecções, artrites, doenças do colágeno, ao próprio envelhecimento da coluna (degenerativa)”, conta o ortopedista.

Ele descreve ainda que a escoliose idiopática é normalmente assintomática, sendo mais comum entre as mulheres, principalmente na adolescência. Esse desalinhamento na coluna, caracterizado pela curvatura em forma de “S” ou “C”, resulta no crescimento diferente no corpo – um lado cresce mais que o outro.

“Por esta doença não ter sintoma, a motivação do paciente para a procura de um médico surge quando a deformidade fica visível – ombros ou pelve desalinhados”, diz Pourchet.

Com o desenvolvimento destas patologias da coluna vertebral, há a opção de tratamento com o uso de órteses, ou seja, coletes; e até mesmo cirurgia em casos mais complexos. A prática de exercícios físicos também é importante “nas portadoras de escoliose e não deve ser desmotivada, pois as atividades não estão associadas à progressão da curva, tampouco à diminuição dos valores angulares”, explica o ortopedista do IPC.

No entanto, Pourchet faz um alerta sobre uma das poucas deformidades da coluna em que a prática esportiva precisa ser reavaliada: a espondilolistese, um escorregamento de uma vértebra sobre a outra, que pode levar à evolução da hiperlordose lombar.

“Ao notar ou suspeitar uma deformidade, é importante procurar um especialista para avaliação”, finaliza Pourchet.

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