Tratamentos Não-Cirúrgicos da Coluna
Existem diferentes opções no tratamento de síndromes dolorosas da coluna. Dependendo do caso, podem ser utilizadas algumas técnicas não-cirúrgicas na tentativa de alívio da dor e na busca do bem estar do paciente. Dentre estas técnicas, estão os trabalhos de restabelecimento muscular e postural (por exemplo, a hidroterapia ou a fisioterapia) e as técnicas com utilização de medicamentos (por exemplo, a administração oral ou as injeções espinhais).
O que são Injeções Espinhais?
Esse tipo de procedimento alivia as dores através da redução da inflamação local, sendo útil também no diagnóstico das diversas patologias da coluna, permitindo assim um tratamento mais preciso, eficaz e menos invasivo para as dores de coluna.
Anatomia da Coluna
A coluna é constituída por vértebras que articulam entre si para permitir os movimentos da coluna espinhal. Nestes pontos de contato entre as vértebras estão as articulações da coluna. Na articulação entre dois corpos vertebrais está o disco intervertebral, que serve tanto como um amortecedor tanto quanto um mediador do movimento de uma vértebra em relação à outra. Na porção de trás das vértebras estão as articulações facetárias, ou facetas, que também permitem movimentação e ao mesmo tempo dão estabilidade à coluna.
A coluna é responsável por proteger e guiar a medula espinhal e os nervos que nela estão conectados. Os nervos e suas raízes nervosas transmitem sinais de controle muscular e de sensibilidade (como a dor e temperatura) entre o todo o corpo e o cérebro.
Em casos que há instabilidade de movimento das vértebras ou desgaste do disco intervertebral podem ocorrer processos inflamatórios e consequentemente dolorosos, prejudicando o bem estar da pessoa, que pode sentir dificuldades em atividades diárias por sentir dores vindas da coluna.
Existem também casos em que as dores podem ser geradas diretamente por inflamação ou irritação dos nervos, podendo se estender desde as costas até as pernas.
História Clínica
A história clínica do paciente é extremamente importante para o diagnóstico da dor. A dor aguda normalmente apresenta algumas características:
1. Postural: A dor aumenta ou diminui dependendo da postura ou posição;
2. Mecânica: A dor aumenta quando há sobrecarga na região afetada. Ex. Caminhando, agachando, carregando peso ou simplesmente em pé.
3. Limitado a uma área específica: É possível descrever o local afetado e sua extensão.
Algumas questões precisam ser respondidas para fornecer dados suficientes para o diagnóstico da dor:
Local: Qual o local exato da dor? A dor percorre algum trajeto nas costas, nas pernas?
Descrição: Relativo à quantidade e características da dor. Em um distúrbio músculo-esquelético, as dores são normalmente descritas como: Queimação, formigamento e pontadas.
Duração: Há quanto tempo a dor está presente? Como ela evoluiu? Como ela tem sido tratada?
Aparecimento: Em quais situações a dor aparece? Quais os efeitos que movimentos e posições geram em relação à dor? Qual o período em que a dor é mais freqüente? Durante o dia, à noite, quando sentado, em pé, ao caminhar, etc. O que faz para aliviar a dor? Aquecer o local, resfriar, flexionar, estender, sentar, deitar, caminhar? Como reage quando a dor aparece?
Procedimentos das Injeções Espinhais
As injeções espinhais são processos relativamente simples, que não necessitam de preparativos tão complexos quanto aos preparativos de uma cirurgia. O paciente não é submetido à anestesia geral, não precisa ficar internado e a geralmente a realização do procedimento é de cerca de 30 minutos, quando medicamentos como antiinflamatórios ou anestésicos são injetados nos locais de interesse.
Quando a indicação das injeções é feita com fins de tratamento da dor, o alívio costuma ser imediato. Quando a indicação tem o objetivo de investigar a fonte da dor, o resultado é específico dando base para o médico poder realizar o tratamento mais adequado, garantindo melhores resultados para o paciente.